Previdência Privada ou Previdência Social: Diferenças

By | 12 de junho de 2017

Com a tão próxima e tão falada reforma da Previdência, é natural que as pessoas procurem entender como funciona a previdência privada. Ambas usam uma palavra em comum, apresentando sensíveis diferenças.

A Previdência Social, que são os benefícios pagos pelo INSS, funciona como um seguro, controlado pelo governo e garantindo que um trabalhador receba a aposentadoria, não fique desamparado em caso de acidente ou doença e tenha sua renda quando não puder trabalhar.

No caso da previdência privada, a principal diferença é que se trata de uma opção para aumentar os rendimentos da aposentadoria. É a formação de uma reserva financeira, que pode ser usada tanto como renda mensal como para a concretização de um projeto qualquer.

Previdência Privada ou Previdência Social: Diferenças

Na Previdência Social, a contribuição mensal é obrigatória, gerando recursos para os que estão aposentados e para o próprio trabalhador, servindo o fundo para ser repartido de acordo com o que foi depositado, enquanto que, na previdência privada, a reserva é individual, servindo apenas ao beneficiário.

Como funcionam as previdências social e privada

Enquanto que a Previdência Social é obrigatória para todo e qualquer trabalhador ou empresário contribuinte do INSS, a alternativa privada, ou previdência complementar, é opcional.

Uma das principais diferenças é com relação aos custos. O recolhimento ao INSS não gera taxas e, no caso da opção privada, o beneficiário deve pagar uma taxa de administração à instituição financeira. Existem ainda fundos que cobram pela taxa de carregamento e, como o mercado é livre, é necessário pesquisar a melhor opção, verificando as melhores taxas.

Outra diferente é que, no INSS, todas as pessoas contribuem para que outras possam receber benefícios, servindo o dinheiro para todos os que estão aposentados. Assim, uma pessoa pode contribuir com pouco e receber um benefício maior.

Na previdência privada, uma pessoa recebe os valores que investiu. Assim, se fez um investimento de maior valor, terá melhor benefício. Se não, receberá o valor referente ao que depositou.

Na escolha da alternativa privada é preciso estar atento às condições, verificando a que oferece melhor rentabilidade e cobra menos taxas. Como o mercado está se expandindo no setor, as ofertas são bastante variadas.

A previdência sem teto

Um dos pontos que mais desagrada os contribuintes do INSS, é o fato que existe um teto, tanto para contribuição quanto para recebimento. Acima de um determinado limite, o aposentado não recebe mais.

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O beneficiário irá receber o que investiu, corrigido, sem qualquer teto. Como incentivo, ainda existe o benefício fiscal, com o abatimento de até 12% no Imposto de Renda e a não incidência de imposto sobre as contribuições investidas.

A previdência privada pode funcionar como uma opção para diversificar os investimentos, seguindo uma linha de pensamento de não aplicar apenas num determinado segmento.

A última diferença que podemos destacar entre a previdência privada e a oficial é a transmissão de herança. Se o beneficiário falecer sem ter recebido qualquer benefício, seus herdeiros podem receber o que foi investido sem pagamento de qualquer tributo, desde que continue com o investimento.

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